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Segundo o governo catarinense desde 2023, já foram realizadas 3.472 cirurgias bariátricas na rede pública, em pacientes com indicação, garantindo cobertura em todas as regiões do estado.

A obesidade é um dos maiores problemas de saúde pública. Diante desse cenário, a Secretaria de Estado da Saúde (SES) tem atuado na ampliação da assistência hospitalar em Santa Catarina, o que resultou em um aumento de 550% no número de cirurgias bariátricas em 2025, em comparação com 2022.

“Desde 2023, por orientação do governador Jorginho Mello, estamos atuando para diminuir o sofrimento das pessoas, combatendo as longas filas de espera, entre elas da bariátrica. Implementamos a Tabela Catarinense de procedimentos, o Programa de Valorização dos Hospitais e a habilitação estadual para que mais unidades pudessem fazer cirurgias. Assim, conseguimos trazer novos hospitais, que antes eram privados, para reforçar a rede pública e acelerar as cirurgias bariátricas. Mas precisamos lembrar que a cirurgia é o último recurso, as unidades desenvolvem um trabalho com equipe multiprofissional, antes de realizarem o procedimento”, destaca o secretário de Estado da Saúde, Diogo Demarchi.

Na rede hospitalar estadual, foram realizadas 2.228 cirurgias bariátricas no ano de 2025 — número seis vezes maior em relação a 2022, quando foram registrados 343 procedimentos. O crescimento já era observado nos anos anteriores, com 410 cirurgias em 2023 e 834 em 2024. No mesmo período, o número de hospitais passou de seis, em 2022, para nove em 2025, ampliando o atendimento a pacientes de todas as regiões do estado.

As unidades que realizam as cirurgias são: Hospital Geral Tereza Ramos, de Lages; Hospital Regional Hans Dieter Schmidt, de Joinville; Hospital Regional Homero de Miranda Gomes, de São José; Hospital Universitário, de Florianópolis; Hospital Santo Antônio, de Blumenau; Hospital Azambuja, de Brusque; Hospital Dom Joaquim, de Sombrio; Hospital São Vicente de Paulo, de Mafra; e Hospital São Miguel, de Joaçaba. Os três últimos foram incorporados ao sistema nesta gestão.

A instituição que mais realizou bariátrica foi o Hospital Dom Joaquim. Integrado à rede em abril de 2024, até dezembro fez 281 procedimentos; de janeiro a novembro de 2025, realizou 957 cirurgias. Na sequência, desde 2023, destacam-se o Hospital Regional Hans Dieter Schmidt (535), Hospital São Miguel (499) e o Hospital Santo Antônio (483).

Qualidade de vida

Três meses após realizar a cirurgia bariátrica no Hospital Regional Hans Dieter Schmidt, a agente de registros Naline Pires da Silva Borges já percebe os benefícios de uma saúde renovada. Diagnosticada com diabetes e hipertensão quando pesava 122 quilos, ela já perdeu 17 quilos e segue em busca do peso ideal, com a meta de eliminar pelo menos mais 20 quilos.

“Hoje, o mais importante para mim e para a minha família é não precisar mais tomar medicamentos para diabetes e hipertensão. Além disso, fui muito bem orientada durante todo o processo. Tive acompanhamento de nutricionista, psicóloga e da equipe de enfermagem, que explicou com detalhes tudo o que iria acontecer antes da cirurgia”, relata Naline, ao destacar o acompanhamento no pré e pós-operatório.

Onde buscar atendimento

O sistema público de saúde catarinense conta com uma rede de assistência, vinculada à Linha de Cuidado a Pessoas com Sobrepeso e Obesidade, que envolve ações desde a Atenção Primária à Saúde (APS) até a Atenção Especializada. A pessoa com obesidade deve procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima, onde será avaliada e, se houver indicação de atendimento especializado, encaminhada para o hospital de referência.

O cirurgião do aparelho digestivo do Hospital Regional Hans Dieter Schmidt, Rui Celso Vieira, explica que, para haver indicação de cirurgia bariátrica, o paciente precisa ter realizado pelo menos dois anos de tratamento clínico convencional para perda de peso, sem sucesso. Outros critérios envolvem o índice de massa corporal (IMC), a presença de comorbidades e a avaliação de profissionais de diferentes especialidades.

“Além do benefício do emagrecimento, a cirurgia serve para redução de doenças metabólicas, uso de medicamentos, de hipertensão, de problemas articulares, ou seja, há uma redução de todas as comorbidades que o paciente possa ter”, explica o médico.

Doença crônica não transmissível, a obesidade afeta pessoas de todas as idades e tende a piorar com o passar dos anos, caso o paciente não seja submetido a um tratamento adequado e contínuo. A condição reduz a qualidade de vida e pode causar diabetes, doenças cardiovasculares, problemas nas articulações, depressão e alguns tipos de câncer.

Por: TV Portal Grande Floripa.

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