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Em outubro de 2024 o condenado invadiu um salão de Pilates no Bairro Nossa Senhora do Rosário em São José e colocou em cárcere privado a professora, que foi estuprada, e duas alunas, uma delas grávida.

Uma série de crimes praticados com extrema violência contra três mulheres resultou na condenação de um homem a 85 anos, seis meses e 28 dias de prisão em São José, na Grande Florianópolis. O Conselho de Sentença acatou de forma integral a acusação do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC). A sessão do júri popular ocorreu na quinta-feira (5/3). 

Segundo apurou o Jornalimo da TV Portal Grande Floripa antes de cometer o crime contra as mulheres ele havia sido solto dias antes depois de ser preso por roubo a um motorista de aplicativos.

O réu, de 39 anos, e que está preso na Penitenciária de Florianópolis foi levado a julgamento por tentativa de feminicídio, estupro de vulnerável, roubo e extorsão contra uma mulher, bem como por extorsão contra outras duas mulheres. 

Os crimes ocorreram na manhã de 30 de outubro de 2024 em um estabelecimento comercial onde o homem entrou simulando buscar informações. Em seguida, trancou a porta do local e passou a ameaçar as vítimas, exigindo que lhe entregassem dinheiro. Como duas das mulheres afirmaram não ter o valor solicitado, foram obrigadas a sair para buscá-lo, enquanto a terceira permaneceu sob restrição de liberdade. 

Conforme a denúncia do MPSC, sozinho com a vítima dentro do estabelecimento, o réu praticou o roubo e a estuprou, mediante estrangulamento e esganadura, visando reduzir a possibilidade de resistência da mulher. Após o ataque, ele tentou matá-la. A vítima foi agredida de diversas formas e chegou a perder a consciência. A tentativa de matá-la só foi interrompida quando populares perceberam a situação e invadiram o local para socorrê-la, momento em que o homem ainda tentou mantê-la sob seu domínio, até ser contido e preso pela Polícia Militar. 

O crime foi praticado por razões da condição do sexo feminino (feminicídio), pelo uso de recurso que dificultou a defesa da vítima e pelo emprego de métodos que colocaram sua vida em risco de maneira extrema. 

A Promotora de Justiça Gabriela Basso Alpini e o Promotor de Justiça Vinicius Barreto Pinho, que atuaram no plenário do júri, ressaltaram que a condenação foi uma resposta firme e necessária da sociedade catarinense de que crimes de tamanha brutalidade contra as mulheres não são tolerados. 

“Sabemos que a sentença, por mais rigorosa que seja, não apaga a dor e o trauma das vítimas, mas demonstra que seguimos incansáveis na luta contra a violência de gênero. O caminho é longo e certamente não envolve apenas a repressão, mas também a necessidade de constante conscientização. Além da punição ao agressor, essa decisão prova que a Justiça não faltou quando foi clamada, servindo como um pilar de conscientização, e carrega um símbolo de que o Ministério Público e a sociedade estão atentos e vigilantes na proteção de todas as mulheres”, registraram os Promotores de Justiça. 

O Juízo negou ao réu o direito de recorrer em liberdade e o condenou ainda ao pagamento de 37 dias-multa. O processo tramita em segredo de justiça. 

Prisão

Antes de estuprar a professora de Pilates ele deixou as duas alunas sair do confinamento com a promessa que voltassem com R$ 1.000,00, já que no caixa do estabelecimento só tinha R$ 70,00.

O ladrão estuprador foi detido por moradores que entraram no Estúdio de Pilates e se depararam com o agresssor por volta das 11h38m. A PM foi chamada e fez a condução a Central de Plantão policial onde ele foi autuado em flagrante por estupro, roubo e tentativa de feminicídio.

Por: TV Portal Grande Floripa.

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