Na queda de braço entre a gestão municipal e os trabalhadores da prefeitura, por meio do Sintrasen, todos perderam com a greve que durou 23 dias, mas sai fortalecido o prefeito Topázio Neto (Podemos) que manteve a demissão dos cerca de 200 comissionados que aderiram ao movimento.
Por: Beto Motta

Na noite dessa sexta-feira (15/5), depois de mais de 3 semanas de greve, os servidores municipais de Florianópolis e que estavam sem trabalhar desde o dia 23 de abril, como mostrou aqui o jornalismo da TV Portal Grande Floripa, decidiram em assembleia voltar ao trabalho.
No dia 30 de abril o desembargador João Henrique Blasi, do Tribunal de Justiça de Santa Catarina, já havia proferido despacho indicando a ilegalidade da greve e dando prazo de 24h para que os servidores voltassem ao trabalho com previsão de multa para o não cumprimento do pedido.
Ainda de acordo com as informações da gestão municipal “a proposta será homologada judicialmente na próxima segunda-feira (18/5). As demissões de mais de 200 contratados em caráter temporário já realizadas pela Prefeitura estão mantidas”.
O comunicado da prefeitura finaliza informando “que já havia concedido a reposição integral dos salários e vale alimentação de 4,11% já na competência do mês de maio”.
Sintrasen

O Sindicato, por meio de sua assessoria, escreveu: “Durante 23 dias, fizemos uma das lutas mais duras da história de Florianópolis”, inicia o texto do Sintrasem no Instagram que tem a foto desse contéudo como moldura para a asseombleia da categoria onde a maioria votou pelo fim do movimento.
Claro que nos bastidores voltar ao trabalho depois da greve sem a recontratação dos mais de 200 servidores temporários demítidos por falta injustificadas é uma derrota para a categoria.
A decisão só foi possível depois do Tribunal de Justiça, de forma coletiva, ou seja unânime, definir pela ilegalidade do movimento grevista. Essa decisão baseou a justa causa dos servidores admitidos em caráter temporário (ACTs) da prefeitura e que aderiram a paralisação em Florianópolis.
De acordo dom o relator do processo no TJ o desembargador João Henrique Blasi, a ausência de um plano formulado pelo Sintrasen com a previsão da manutenção dos serviços essenciais na saúde e na educação viola o artigo 11 da Lei de Greve (Lei nº 7.783/1989).
Ainda em seu Instagram, mesmo não admitindo a derrota, o Sintrasen afirma: “Nenhum trabalhador que lutou ao nosso lado será abandonado. Entramos juntos na greve e saímos juntos dela”.
Mesmo assim nos comentários da postagem do Sintrasen muitos criticaram a decisão de voltar ao trabalho sem a garantia que os mais de 200 ACTs, demitidos e que participaram do movimento, fossem reitengrados aos seus postos de trabalho.
Volta ao trabalho
Com o acordo a expectativa, segundo o poder público, “é a normalização dos serviços para a população”, divulgou em nota a prefeitura o que deve ocorrer integralmente na segunda-feira (18/5) nos atendimentos da saúde, educação e rapartições públicas.
Por: TV Portal Grande Floripa.
Participe do nosso Grupo de Whatsapp da TV Portal Grande Floripa clique aqui.
A TVPGF reforça o compromisso com o jornalismo isento, profissional e de qualidade. Nossa redação produz diariamente informação responsável e na qual você pode confiar.
