Moradores cobram soluções para alagamentos e segurança, enquanto governo apresenta avanços e prazos da obra na Capital.

A necessidade de obras de drenagem e da garantia de segurança na mobilidade de pedestres e ciclistas na SC-401, em Florianópolis, foram os principais pontos abordados na audiência pública realizada pela Alesc, na noite desta quarta-feira (8), para tratar da construção da terceira faixa da rodovia que leva ao Norte da Ilha de Santa Catarina.
O encontro foi promovido pela Comissão de Transportes, Desenvolvimento Urbano e Infraestrutura, por solicitação do deputado Marquito (Psol).
Demandas já haviam sido levantadas em audiência anterior
Segundo Marquito na primeira audiência, ocorrida em dezembro passado, ficaram em aberto questões como a drenagem, a construção de faixa exclusiva para ônibus urbano, ciclovias, segurança para os moradores durante as obras, entre outras.
“Queremos que essa obra aconteça com segurança e que não traga os transtornos que estão trazendo para as famílias. Esperamos que depois dessa audiência esses pontos avancem. Se for necessário, faremos uma terceira audiência, frisou o parlamentar”
Moradores relatam problemas com drenagem e mobilidade
Moradores de bairros afetados pela obra, como Monte Verde, Cacupé e Saco Grande, manifestaram-se durante o encontro e demonstraram preocupação com aspectos como a drenagem, a fim de evitar inundações.

“Cada nova enchente é pior que a anterior, e a projeção é que pode ser pior no futuro. Pedimos urgência nesses estudos de drenagem”, disse João Mateus, da Associação Pró-Comunidade do Monte Verde (Aprocom).
Cristiano dos Passos, também da Aprocom, reforçou o problema da drenagem, além da falta de pontos de ônibus, perigo para a travessia de pedestres e a necessidade de um corredor de ônibus.
“A promessa da triplicação era de que o problema de mobilidade seria reduzido, mas até agora não foi”, disse.
Representantes de entidades ligadas aos ciclistas, como a Amobici, cobraram a construção da ciclovia, cuja obra ainda não foi iniciada, e criticaram a priorização dos carros, em detrimento do transporte público.
Também houve manifestações quanto à acessibilidade das pessoas com deficiência.
Governo apresenta avanços e medidas previstas
Vissilar Pretto, superintendente da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Mobilidade (SIE), afirmou que já foram concluídas 75% das obras de drenagem na obra.
Além disso, o Estado se comprometeu a ampliar uma galeria na entrada do bairro Cacupé, para permitir um melhor escoamento das águas das chuvas.
Pretto disse, ainda, que a SIE fará um estudo de macrodrenagem na região.
Governo apresenta avanços e medidas previstas
O superintendente informou que serão iniciadas as obras da ciclovia, de 6,59 quilômetros de extensão, além de calçadas.
Já sobre a questão da faixa exclusiva para ônibus, a decisão, segundo Pretto, cabe à Prefeitura de Florianópolis, que não enviou representante para a audiência.
A previsão é que a triplicação, as ciclovias e calçadas estejam concluídas até outubro deste ano.
A construção de dois elevados e de novas passarelas de pedestres serão contempladas em outros editais.
Participação técnica e avaliação da obra
A audiência contou com a participação do professor e arquiteto Lino Peres, que criticou a maneira como a obra de triplicação da SC-401 foi conduzida.
Guilherme Alves Pereira, engenheiro supervisor da obra, também esteve presente no encontro e afirmou que ainda há muitas partes em execução.
“A mobilidade não está 100%, é preciso a atenção de todos”, disse o engenheiro, que se colocou à disposição da comunidade para melhorar aspectos da segurança do canteiro de obras, bem como garantir a acessibilidade para as pessoas com mobilidade reduzida.
Por: TV Portal Grande Floripa.
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