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Acusada deixou o cão e foi embora do local, ela pode responder por maus tratos, abandono animal e ainda crime de corrupção de menores, uma vez que estava acompanhada da filha adolescente.

A Delegacia de Proteção Animal do Departamento de Investigação Criminal da Capital (DPA/DIC), concluiu inquérito policial que investigou crime de maus-tratos qualificado contra cão, sem raça definida, o qual foi abandonado pela tutora nas dependências do supermercado Brasil Atacadista, no bairro Ingleses do Rio Vermelho, em Florianópolis/SC.

Por meio da investigação, apurou-se que a suspeita, acompanhada de sua filha adolescente, chegou ao supermercado à noite, bem próximo ao horário de fechamento, e deixou o cão no compartimento disponível para armazenamento temporário de pets dos clientes.

Após fazer sua compra, foi embora deixando o animal preso no local, o qual somente foi percebido pelos funcionários do estabelecimento na manhã do dia seguinte, sendo acolhido e resgatado com apoio de uma cliente.

Passados dias sem a procura de qualquer tutor, com a ampla divulgação do caso, a mãe da suspeita esteve no local buscando reaver o cão, alegando que a filha havia “esquecido” o cão no supermercado, lembrando-se apenas naquela data do paradeiro do animal.

Em que pese a investigada tenha alegado possíveis problemas de saúde, tanto dela quanto da filha adolescente que a acompanhava, o que as levou ao esquecimento, quando também esteve no supermercado para buscar reaver o cão, alegou para os funcionários, em um primeiro momento, que o animal havia fugido na praia, sendo confrontada com as imagens das câmeras de monitoramento.

A investigada foi indiciada tanto pelo crime de maus-tratos qualificado contra cão, mediante abandono, quanto pelo crime de corrupção de menores, já que praticou o fato criminoso na presença de sua filha adolescente.

“LUKE” estava bastante assustado, mas a boa notícia é que esse filhotão facilmente encontrou uma nova família disposta a lhe acolher, pela qual foi batizado de “JOE”.

Finalizado o procedimento na Delegacia de Proteção Animal – DPA, com a colheita de provas e o indiciamento da investigada, o inquérito policial foi remetido ao Poder Judiciário, inclusive para apreciação do Ministério Público, sendo que a destinação do animal dependerá de decisão judicial.

Por: TV Portal Grande Floripa.

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