Mario Motta, autor na iniciativa, é o mesmo que iniciou uma vaquinha online para arrecadar fundos com objetivo de construir uma estátua em homenagem ao animal que morreu no início desse ano depois de ser levado para atendimento veterinário com suspeita de agressão. Decisão do parlamentar veio com arquivamento da investigação do Ministério Público Estadual que não vai enviar denúncia crime a justiça.

O deputado estadual Mário Motta (PSD) protocolou nesta quarta-feira (13/5) o pedido de criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) para apurar as circunstâncias da morte do cão Orelha, em Florianópolis.
A iniciativa ocorre após o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) solicitar o arquivamento do inquérito, concluindo, com base nas perícias, que o animal já apresentava uma doença terminal e morreu de causas naturais, sem evidências de envolvimento direto de suspeitos.
O pedido de CPI busca esclarecer inconsistências percebidas ao longo do processo, como a identificação inicial de um adolescente apontado como suspeito pela Polícia Civil, declarações públicas do delegado-geral e do governador sobre acesso a provas, e a necessidade de maior transparência em relação às câmeras de segurança, laudos periciais e depoimentos colhidos. A proposta também discute a possibilidade de federalização do caso.
“É um caso confuso e repleto de incongruências. Para mim está muito claro que aconteceram falhas na investigação. E se houve falhas, Santa Catarina e o Brasil merecem respostas”, pontua o parlamentar.
Para a instalação da CPI, são necessárias 15 assinaturas de deputados estaduais. Motta já começou a coleta de apoios para formar uma comissão que possa atuar de forma independente, ouvindo todos os lados envolvidos na investigação. Principalmente, fontes da Polícia Civil.
Entre os pontos a serem investigados estão o depoimento do veterinário responsável pela eutanásia, o porteiro do local, os agentes envolvidos na condução do caso e a análise completa de imagens, perícias e testemunhas.
O deputado enfatizou que a medida não se trata de “caça às bruxas nem vingança”, mas de garantir justiça e transparência. “O Orelha comoveu o Brasil inteiro. Não vamos deixar esse caso ser engavetado sem uma resposta à altura. Precisamos de uma resolução eficaz, que faça justiça e não deixe a impunidade falar mais alto”, finaliza.
Por: TV Portal Grande Floripa.
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